AET: o que é, quando precisa e como solicitar em 2026
Peso, Dimensões e AET · Equipe Parada Top
AET significa Autorização Especial de Trânsito.
É a autorização utilizada quando determinado veículo, combinação ou transporte necessita circular em condições que não se enquadram nos limites normais definidos pela legislação.
Isso pode ocorrer, por exemplo, por causa de:
peso;
largura;
altura;
comprimento;
configuração da combinação;
características especiais do veículo;
transporte de carga indivisível.
O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que a autorização pode ser concedida pela autoridade com circunscrição sobre a via, com prazo determinado e condições específicas de segurança.
Por isso, existe uma distinção fundamental:
AET do DNIT não significa automaticamente autorização para qualquer rodovia do Brasil.
Nas rodovias federais sob responsabilidade do DNIT, a autorização é processada pelo órgão federal.
Em rodovias estaduais, a competência pode ser do:
DER;
DAER;
órgão rodoviário estadual equivalente.
Dependendo do trajeto, uma operação pode precisar tratar com mais de uma autoridade.
Resposta rápida: o que é AET?
A Autorização Especial de Trânsito é o documento que permite a circulação, dentro das condições autorizadas, de veículos ou combinações que necessitem de tratamento especial conforme a legislação.
No caso das rodovias federais sob circunscrição do DNIT, a AET é emitida por meio do:
SIAET — Sistema de Gerenciamento de Autorização Especial de Trânsito.
Entre as situações mais comuns estão:
carga indivisível;
excesso de dimensão;
excesso de peso autorizado;
veículo especial;
determinadas combinações veiculares.
A autorização estabelece as condições em que o deslocamento poderá ocorrer.
AET significa Autorização Especial de Trânsito
A sigla é utilizada em todo o setor rodoviário.
Você pode encontrar expressões como:
AET DNIT
AET DER
AET Rodotrem
AET carga indivisível
AET carga excedente
Todas estão relacionadas à autorização especial para circulação.
Mas a regra aplicável depende:
da via + do veículo + da carga + da configuração da operação.
Quem emite a AET?
O CTB determina que a autorização é concedida pela autoridade com circunscrição sobre a via.
Isso é extremamente importante.
Rodovia federal
Em rodovias federais sob circunscrição do DNIT, o órgão responsável é o:
DNIT — Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
A solicitação é feita pelo SIAET.
Rodovia estadual
Em rodovias estaduais, a autorização normalmente deve ser tratada com o órgão estadual responsável.
Exemplos:
DER;
DAER;
secretaria ou departamento equivalente.
Estados possuem seus próprios sistemas e procedimentos.
O DER do Paraná, por exemplo, mantém seu próprio Portal AET para rodovias sob sua jurisdição.
O DAER do Rio Grande do Sul também emite AET para rodovias estaduais e utiliza sistema próprio.
E se a viagem passar por rodovias federais e estaduais?
Esse é um caso muito importante.
Imagine:
Origem → rodovia estadual → BR → outra rodovia estadual → destino.
A autorização de uma autoridade não deve ser automaticamente tratada como autorização para todas as demais vias do trajeto.
Como a competência acompanha a circunscrição da via, o transportador deve verificar as exigências de:
DNIT;
DER/DAER;
concessionárias quando aplicável;
demais autoridades responsáveis.
AET é necessária sempre que o caminhão é grande?
Não.
Um veículo pode ser grande e ainda estar totalmente dentro dos limites regulamentares.
A AET aparece quando a:
configuração concreta da operação
exige autorização especial.
Quais são os limites normais de dimensão?
A Resolução CONTRAN nº 882/2021 estabelece os limites gerais de peso e dimensão dos veículos que circulam pelas vias terrestres.
Entre as referências gerais estão:
largura máxima: 2,60 m
altura máxima: 4,40 m
O limite de comprimento varia conforme o tipo e a composição do veículo.
Por isso, antes de perguntar “passou de X metros?”, é necessário identificar qual é a configuração do conjunto.
Comprimento não possui um único limite para todo caminhão
Um caminhão rígido possui uma regra.
Uma combinação cavalo + semirreboque possui outra.
Bitrens, rodotrens e outras CVCs também podem possuir regras próprias.
Além disso, a Resolução CONTRAN nº 882 recebeu alterações posteriores.
Por isso, sempre utilize a versão vigente da regulamentação para analisar uma operação específica.
O que é carga indivisível?
A Resolução DNIT nº 11/2022 define carga indivisível como uma carga unitária que, quando transportada:
excede limites regulamentares de peso ou dimensão;
ou exige veículo apropriado com características especiais de lotação, dimensão, estrutura, suspensão ou direção.
Entre os exemplos citados pelo próprio DNIT estão:
máquinas;
equipamentos;
pás eólicas;
vagões;
transformadores;
reatores;
guindastes;
máquinas de construção;
equipamentos agrícolas;
estruturas metálicas;
silos;
veículos fora de estrada.
Exemplo simples
Imagine uma escavadeira que não pode ser desmontada de forma prática e, colocada sobre uma prancha, faz o conjunto ultrapassar o limite normal de dimensão.
Essa operação pode exigir:
AET.
Outro exemplo
Um transformador industrial de grande porte possui:
peso elevado;
dimensões excepcionais;
carga concentrada.
Para transportá-lo, pode ser necessário utilizar:
prancha especial;
múltiplos eixos;
estudo de rota;
escolta;
AET.
AET é apenas para cargas indivisíveis?
Não devemos reduzir o conceito a isso.
O serviço oficial do DNIT contempla veículo ou combinação que necessite de autorização específica para circulação.
Além das cargas indivisíveis, existem situações envolvendo:
veículos especiais;
determinadas CVCs;
excesso de peso;
excesso de dimensões.
A hipótese exata precisa ser analisada conforme a norma que enquadra o veículo.
Veículos especiais também podem precisar de AET
A Resolução DNIT nº 11/2022 determina que veículos especiais que apresentem peso ou dimensões acima dos limites normais somente poderão circular nas rodovias federais abrangidas pela norma quando munidos de AET.
Exemplos podem incluir determinados:
guindastes;
perfuratrizes;
sondas;
equipamentos especiais.
Caminhão Munck precisa de AET?
Depende da configuração.
Um caminhão equipado com guindauto não precisa de AET simplesmente por ser chamado de Munck.
Mas dimensões, excessos longitudinais e características específicas podem gerar necessidade de autorização.
A Resolução DNIT nº 11 possui regras próprias para caminhão munck/guindauto e veículos especiais.
Bitrem precisa de AET?
Depende da configuração.
A palavra Bitrem por si só não responde.
É preciso verificar:
número de eixos;
comprimento;
PBTC;
configuração da CVC;
requisitos regulamentares;
via.
Existem combinações autorizadas a circular dentro de determinados parâmetros e outras que dependem de AET.
Rodotrem precisa de AET?
Também depende da configuração e da regulamentação aplicável.
Rodotrens normalmente operam com:
grande comprimento;
elevado PBTC;
nove eixos em diversas configurações.
A análise deve considerar:
Resolução CONTRAN nº 882;
regras específicas das CVCs;
autoridade responsável pela via.
Não publique ou opere com a regra: “todo Rodotrem tem exatamente a mesma AET”.
Carreta prancha precisa de AET?
Não simplesmente por ser prancha.
Se a prancha e a carga estiverem dentro dos limites normais, pode não haver necessidade por excesso.
Mas se o conjunto exceder:
altura;
largura;
comprimento;
peso;
ou se enquadrar em outra hipótese especial, a autorização poderá ser exigida.
Uma máquina agrícola em prancha pode precisar de AET?
Sim.
Máquinas agrícolas aparecem expressamente entre os exemplos de carga indivisível previstos pelo DNIT.
O enquadramento concreto dependerá das dimensões e do conjunto transportador.
Colheitadeira pode precisar de AET?
Sim.
O transporte de colheitadeiras e outros equipamentos agrícolas de grandes dimensões frequentemente exige análise especial.
Inclusive existem regulamentações estaduais específicas para determinadas configurações de transporte agrícola.
A carga precisa necessariamente ultrapassar peso para exigir AET?
Não.
Pode existir excesso apenas de largura, altura ou comprimento.
Exemplo: uma máquina relativamente leve pode ser muito larga.
Mesmo sem exceder peso, sua dimensão pode gerar necessidade de autorização.
E pode existir excesso apenas de peso?
Sim.
Uma carga pode caber fisicamente dentro das dimensões normais, mas ultrapassar os limites aplicáveis de:
PBT;
PBTC;
dentro das hipóteses passíveis de autorização especial.
AET permite carregar qualquer peso?
Não.
Esse é um erro perigoso.
A autorização não significa “peso ilimitado”.
O conjunto precisa possuir:
configuração apropriada;
quantidade de eixos adequada;
capacidade técnica;
CMT compatível;
distribuição de peso adequada;
segurança.
A Resolução do DNIT exige veículo adequado e compatível com o transporte autorizado.
AET não substitui a capacidade técnica
Imagine que determinada operação possa ser autorizada em determinada faixa.
Se o caminhão-trator não possui CMT suficiente, a autorização não transforma o veículo em algo tecnicamente capaz de executar o transporte.
AET não permite ignorar peso por eixo
A carga precisa continuar sendo distribuída adequadamente.
Em transportes especiais, essa análise se torna ainda mais importante porque cargas indivisíveis podem ter:
massas elevadas;
cargas concentradas;
centro de gravidade específico.
O que precisa constar na solicitação?
No regime da Resolução DNIT nº 11/2022, a solicitação deve conter informações como:
identificação dos veículos;
características dos veículos;
RNTRC, exceto nas hipóteses previstas para transporte de carga própria;
peso do conjunto;
dimensões;
responsável pelo preenchimento.
O sistema ou o DNIT também poderá exigir documentação adicional conforme a operação.
Quem pode pedir AET no DNIT?
Segundo o serviço oficial, podem utilizar o sistema:
empresas transportadoras;
transportadores autônomos;
transportadores de carga própria.
Precisa de RNTRC?
No enquadramento da Resolução DNIT nº 11/2022, o número do RNTRC deve constar da solicitação, exceto para Transportador de Carga Própria, TCP, conforme a regra aplicável.
Portanto, AET e RNTRC são assuntos relacionados, mas diferentes.
Onde pedir AET do DNIT?
A solicitação é feita pela internet por meio do:
SIAET
Sistema de Gerenciamento de Autorização Especial de Trânsito.
O próprio serviço oficial informa que o pedido é realizado exclusivamente pela internet.
Como solicitar AET no DNIT?
O fluxo básico é:
Acessar o SIAET e cadastrar o transportador.
Entrar no ambiente seguro e acessar AET → SOLICITAR.
Escolher a norma e o formulário adequados ao tipo de transporte.
Informar veículo e composição, incluindo cavalo, reboques, semirreboques e demais unidades.
Informar peso e dimensões: comprimento, largura, altura, PBT/PBTC e dados de eixos.
Informar o trajeto, que é parte essencial da análise.
Anexar documentos, quando exigidos.
Enviar para análise e acompanhar pelo número da solicitação/AET.
Pessoa física acessa como?
No serviço federal:
Pessoa Física, CPF → acesso pelo gov.br.
O serviço informa que conta gov.br Bronze, Prata ou Ouro pode acessar.
E pessoa jurídica?
Para CNPJ, o acesso ao SIAET utiliza:
código de acesso;
senha cadastrada no sistema;
conforme orientação atual do DNIT.
Qual documento é exigido?
O serviço oficial lista como documentação comum:
CRLV dos veículos.
O DNIT pode solicitar outros documentos conforme a necessidade da análise.
A solicitação pode exigir engenheiro?
Sim.
O serviço do DNIT informa que solicitações que necessitem de aprovação de engenheiro quanto à análise veicular são encaminhadas para avaliação técnica antes da análise final.
Dependendo da operação também podem existir:
estudos;
projetos;
ART;
análises estruturais;
consulta de viabilidade.
Cuidado ao preencher a solicitação
Este é um detalhe operacional muito importante.
Segundo o serviço oficial do DNIT, após o envio da solicitação para análise, a AET não poderá ser alterada a pedido do requerente apenas para corrigir as informações preenchidas.
O responsável deve revisar cuidadosamente os dados antes do envio.
Confira antes de clicar em enviar
placas;
RNTRC;
eixos;
peso;
comprimento;
largura;
altura;
origem;
destino;
rota;
veículos acoplados;
tipo de carga.
Erros podem atrasar completamente a operação.
Quanto tempo demora para sair a AET?
Depende da complexidade.
Para as AETs de cargas indivisíveis tratadas pela Resolução DNIT nº 11/2022:
Até 15 dias
Em determinadas situações previstas no art. 20, incluindo conjuntos dentro dos parâmetros aplicáveis ou que necessitem de algumas consultas de viabilidade.
Até 45 dias
Quando houver necessidade de estudos ou análises mais complexas, como:
Estudo de Viabilidade Estrutural;
Estudo de Viabilidade Geométrica;
análise da área técnica correspondente.
Caso a operação seja selecionada para vistoria de peso, podem ser acrescentados 10 dias.
Portanto, não peça AET na última hora
Algumas autorizações podem ser processadas rapidamente.
Outras exigem:
análise de engenharia;
consulta da rota;
concessionárias;
estudos;
vistoria.
Para transporte especial, o ideal é planejar a autorização junto com a rota e a contratação.
O que é consulta de viabilidade?
É a análise que verifica se determinado transporte consegue percorrer a rota considerando as condições físicas e operacionais.
Podem ser analisados elementos como:
pontes;
viadutos;
geometria;
curvas;
gabarito;
capacidade estrutural;
restrições do trecho.
A própria Resolução DNIT nº 11 define consulta de viabilidade como análise das condições e limitações da rodovia para o transporte.
O que é EVE?
EVE significa:
Estudo de Viabilidade Estrutural.
Pode ser necessário em operações de maior complexidade para verificar se estruturas do percurso suportam o transporte.
O que é EVG?
EVG significa:
Estudo de Viabilidade Geométrica.
Analisa questões relacionadas à passagem física do conjunto pela rota.
Exemplos:
curvas;
acessos;
largura;
interferências;
manobras.
Uma rota pode ser recusada?
Sim.
A autorização não é um direito automático para qualquer caminho escolhido.
Se houver limitação:
física;
estrutural;
operacional;
de segurança;
o trajeto pode precisar ser alterado.
Por isso a menor rota nem sempre é a rota possível
Uma carga superdimensionada pode precisar percorrer uma distância maior para evitar:
ponte com restrição;
viaduto baixo;
curva incompatível;
trecho estreito;
área urbana;
obra;
restrição estrutural.
Para transporte especial:
rota ótima ≠ simplesmente rota mais curta.
AET possui validade?
Sim.
Mas não existe uma única validade aplicável a todas as autorizações.
Esse é um erro comum em conteúdos da internet.
AET para uma viagem
A Resolução DNIT nº 11 prevê situações em que a AET é inicialmente fornecida por:
90 dias consecutivos
e válida para:
uma viagem com percurso definido
quando a configuração ultrapassa os limites que permitem a AET por período.
AET por período
A mesma norma permite, para determinados conjuntos dentro de parâmetros específicos:
AET com validade de até 1 ano.
Entre as condições previstas no art. 22 estão limites próprios de:
comprimento;
largura;
altura;
PBTC;
distribuição de peso.
Portanto: AET por período existe.
E cargas agrícolas?
A Resolução também prevê modalidade específica para determinadas cargas indivisíveis do segmento agrícola.
Ela pode permitir:
AET de até 90 dias para múltiplos deslocamentos
dentro do percurso e limites autorizados.
Então toda AET vale 90 dias?
Não.
Pode existir:
AET por viagem;
AET com 90 dias;
AET por período;
validade de até um ano;
regras específicas por modalidade.
Sempre leia a própria autorização emitida.
AET pode ser prorrogada?
Em determinadas modalidades previstas na Resolução DNIT nº 11, o prazo pode ser prorrogado mediante solicitação e justificativa, desde que atendidas as condições estabelecidas.
AET precisa ser impressa?
Em 2026 houve uma mudança importante.
Não obrigatoriamente.
A Resolução DNIT nº 1/2026 passou a permitir a apresentação válida da AET:
em formato digital;
em arquivo eletrônico do SIAET;
por aplicativos oficiais do Governo Federal;
ou impressa em papel comum.
Posso mostrar a AET pelo celular?
A norma de 2026 permite a apresentação digital.
A autenticidade pode ser verificada eletronicamente pelo sistema e por QR Code existente no documento.
Ainda posso levar impressa?
Sim.
A versão impressa continua válida.
O que mudou é que a versão digital passou a ser suficiente para comprovação quando apresentada nos termos da norma.
Essa mudança vale para qualquer AET do DNIT?
A Resolução nº 1/2026 determina que a forma digital se aplica à AET emitida pelo DNIT independentemente:
da natureza da carga;
da composição;
da modalidade autorizada;
observadas as regras aplicáveis.
AET tem QR Code?
A regulamentação de 2026 prevê mecanismo eletrônico de validação que pode utilizar QRCode dinâmico inserido no documento, além da consulta ao SIAET.
AET exige escolta?
Algumas operações sim.
Outras não.
A necessidade depende de:
dimensões;
peso;
configuração;
tipo do transporte;
parâmetros da autorização.
O DNIT possui critérios específicos no Anexo II da Resolução nº 11/2022.
Quem faz a escolta?
Dependendo da operação, pode haver:
empresa de escolta credenciada;
Polícia Rodoviária Federal.
As condições concretas são definidas conforme a regulamentação e a autorização.
Escolta é a mesma coisa que batedor particular comum?
Não.
A Resolução trata de empresa de escolta credenciada pela PRF e, em determinados casos, escolta policial.
Toda carga larga precisa de PRF?
Não.
Existem diferentes níveis de necessidade de escolta conforme os parâmetros.
Não utilize uma regra genérica como: “passou de determinada largura = sempre PRF”.
A análise deve seguir a tabela e a autorização aplicáveis.
Pode haver restrição de horário?
Sim.
A autorização pode impor condições de circulação.
Existem casos em que o trânsito é realizado do amanhecer ao pôr do sol.
Outros veículos ou autorizações possuem condições diferentes.
A própria Resolução DNIT nº 11 possui hipóteses específicas de circulação noturna ou por período.
AET permite circular em qualquer horário?
Não.
Leia as condições constantes na autorização.
Pode haver restrições relacionadas a:
horário;
trecho;
velocidade;
escolta;
clima;
feriados;
tráfego.
Existem restrições em feriados?
Podem existir.
A Resolução DNIT nº 11 determina que o transportador observe as portarias anuais de restrição de tráfego da PRF, inclusive em feriados prolongados e datas festivas.
Concessionárias também podem divulgar calendários de restrição.
Pode parar no acostamento?
Para os veículos especiais e combinações tratados pela Resolução DNIT nº 11, a orientação é que não estacionem nem parem no acostamento, devendo utilizar áreas próximas adequadas para isso, salvo situações excepcionais tratadas pelas autoridades.
Isso reforça a importância do planejamento de pontos de parada.
AET custa dinheiro?
No DNIT, existe:
Tarifa de Expedição da Autorização Especial de Trânsito, TEAET.
O portal oficial do serviço, atualizado em setembro de 2026, apresenta valores específicos conforme o tipo de análise e remete à Portaria DNIT nº 335/2026 para os valores atualizados.
Como tarifas podem ser atualizadas, recomendamos verificar o valor diretamente no serviço oficial no momento da solicitação.
Existe outra tarifa além da TEAET?
Em algumas operações, sim.
Existe a:
TUV — Tarifa de Utilização da Via.
Na Resolução DNIT nº 11/2022, veículos destinados ao transporte de cargas indivisíveis e veículos especiais com PBTC superior a 74 toneladas ficam sujeitos à TUV conforme as regras aplicáveis.
TUV é multa por excesso?
Não.
É uma tarifa específica relacionada à utilização da via no transporte especial autorizado.
Não confunda TUV com multa por excesso de peso.
AET elimina multa por qualquer excesso?
Não.
A operação precisa respeitar exatamente as condições previstas na autorização.
A AET não é uma licença genérica para operar fora dos parâmetros autorizados.
Exemplo
A AET informa:
veículo;
rota;
dimensão;
peso;
condições de circulação.
Se a operação real ocorrer com outro conjunto, peso diferente ou rota incompatível, a existência do documento não regulariza automaticamente a nova situação.
AET é ligada ao veículo?
Sim.
A solicitação identifica:
unidade tratora;
reboques;
semirreboques;
demais componentes da combinação.
A composição autorizada precisa corresponder ao que efetivamente realizará o transporte.
Posso trocar o cavalo mecânico?
A própria Resolução prevê hipóteses de veículos tratores adicionais ou substitutos quando discriminados adequadamente na AET e atendidas determinadas condições técnicas.
Não simplesmente troque o veículo por outro sem verificar a autorização.
Pode transportar mais de uma carga indivisível na mesma AET?
Em determinadas condições, sim.
A Resolução DNIT nº 11 permite transporte composto por mais de uma unidade indivisível quando forem cumpridos requisitos relacionados a:
dimensões;
posicionamento;
PBTC;
peso por eixo;
segurança.
Portanto, também não é correto afirmar que “AET permite somente uma peça”.
Carga divisível pode ser transportada em conjunto especial com AET?
A Resolução nº 11 estabelece restrições específicas para veículos ou combinações amparados por AET e destinados ao transporte de carga indivisível.
Em regra, esses conjuntos não devem ser utilizados como uma forma genérica de transportar cargas comuns apenas porque possuem autorização especial.
Existem exceções expressamente previstas pela norma.
AET substitui o RNTRC?
Não.
São obrigações diferentes.
RNTRC → registro do transportador rodoviário remunerado de cargas.
AET → autorização para determinada circulação especial.
Uma operação pode precisar dos dois.
AET substitui o CIOT?
Não.
CIOT trata do registro da operação de transporte remunerado conforme a regulamentação da ANTT.
AET trata da circulação especial do veículo/conjunto.
São temas distintos.
AET substitui o Vale-Pedágio?
Não.
Vale-Pedágio Obrigatório possui regras próprias.
A existência de AET não elimina automaticamente:
CIOT;
VPO;
MDF-e;
CT-e;
RNTRC;
demais obrigações da operação.
AET é a mesma coisa que AEC?
Não necessariamente.
Alguns órgãos possuem outras autorizações específicas.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, o DAER diferencia:
AET — Autorização Especial de Trânsito
AEC — Autorização Especial de Circulação
para determinadas situações e vias.
Por isso, sempre consulte o órgão responsável pela estrada.
AET federal vale em rodovia concedida?
A Resolução DNIT nº 11 se aplica também às rodovias federais operadas sob concessão ou delegação, observadas as disposições dos contratos e convênios correspondentes.
Concessionárias podem participar de:
consultas de viabilidade;
análise da operação;
imposição de condições de passagem conforme a regulamentação aplicável.
Pedágio continua sendo cobrado?
A existência da AET não significa automaticamente isenção de pedágio.
Pedágio, TUV, TEAET e Vale-Pedágio são institutos diferentes.
Cada um deve ser analisado de acordo com a operação.
AET e planejamento de rota
Para uma carga convencional, um GPS normalmente analisa:
origem → destino.
Para uma carga especial, isso é insuficiente.
Também é preciso considerar:
altura;
largura;
peso;
comprimento;
raio de curva;
pontes;
viadutos;
obras;
restrições;
horários;
pontos de parada.
Isso tem relação direta com o futuro GPS do Parada Top
Uma futura navegação especializada para caminhões poderá receber informações como:
Altura total
Largura total
Comprimento
PBTC
Número de eixos
Tipo da carga
e comparar esses dados com:
limitações conhecidas da rota;
pontos críticos;
restrições;
trechos bloqueados;
dados da AET.
Mas GPS não substitui a autorização
Mesmo que um aplicativo identifique uma rota tecnicamente possível, a autorização formal continua sendo necessária quando a legislação exigir.
A tecnologia pode ajudar no planejamento.
Não substituir o órgão competente.
Checklist: preciso investigar AET?
Carga indivisível? Sim / Não
Largura acima do limite normal? Sim / Não
Altura acima do limite normal? Sim / Não
Comprimento fora do limite da configuração? Sim / Não
Peso acima do limite normal da configuração? Sim / Não
Veículo especial? Sim / Não
CVC com exigência específica? Sim / Não
Se qualquer resposta gerar dúvida, consulte a regulamentação e o órgão com circunscrição sobre a rota antes de iniciar a viagem.
Checklist antes de solicitar
Tenha em mãos:
CRLV;
dados do transportador;
RNTRC quando aplicável;
placas;
configuração dos veículos;
quantidade de eixos;
tara;
peso da carga;
PBT/PBTC;
altura;
largura;
comprimento;
origem;
destino;
rota pretendida;
características da carga.
Conforme a operação, poderão ser necessários outros documentos e estudos.
Checklist depois da emissão
AET liberada?
Dentro da validade?
Veículos corretos?
Rota correta?
Peso correto?
Dimensões corretas?
Escolta contratada, se exigida?
Horário autorizado?
Restrições de feriados verificadas?
Concessionárias alinhadas, quando aplicável?
AET digital ou impressa disponível?
Erros comuns
Pedir autorização do órgão errado
A competência depende da via.
Achar que AET federal vale em qualquer estrada
Não necessariamente.
Solicitar na última hora
Análises complexas podem levar semanas.
Informar peso aproximado sem revisar
Peso é elemento essencial.
Errar a rota
A autorização pode ser vinculada ao percurso.
Confundir AET com capacidade técnica
A autorização não aumenta a capacidade do veículo.
Ignorar escolta
Algumas operações exigem acompanhamento.
Ignorar restrições de horário
A autorização pode impor janela específica.
Achar que precisa imprimir em 2026
No DNIT, a apresentação digital já é válida.
Perguntas frequentes
O que é AET?
É a Autorização Especial de Trânsito concedida para veículos ou combinações que necessitam de autorização específica para circular, conforme as condições estabelecidas pela autoridade responsável pela via.
Quando precisa de AET?
Quando veículo, combinação ou operação se enquadra nas hipóteses regulamentares que exigem autorização especial, como determinados excessos de peso ou dimensões, cargas indivisíveis e veículos especiais.
Quem emite AET?
A autoridade com circunscrição sobre a via. Em rodovias federais sob responsabilidade do DNIT: DNIT. Em rodovias estaduais: normalmente o órgão rodoviário estadual competente.
Onde emitir AET do DNIT?
No SIAET.
Precisa pagar AET?
No DNIT existe a TEAET. Operações específicas também podem estar sujeitas à TUV. Os valores devem ser consultados no serviço oficial atualizado.
Quanto tempo demora?
No DNIT, determinadas solicitações da Resolução nº 11 possuem prazo de até 15 dias ou 45 dias conforme a complexidade. Vistoria de peso pode acrescentar prazo adicional.
AET vale por quanto tempo?
Depende do tipo. Existem autorizações por viagem, com 90 dias, por período e de até um ano, conforme o enquadramento.
Preciso imprimir a AET?
No DNIT, desde 2026, não obrigatoriamente. Ela pode ser apresentada digitalmente conforme a Resolução nº 1/2026.
Posso mostrar AET no celular?
Sim, quando apresentada no formato digital válido emitido pelos canais previstos pelo DNIT.
AET possui QR Code?
A norma de 2026 prevê validação por consulta eletrônica e QR Code dinâmico.
Toda carga indivisível precisa de escolta?
Não necessariamente. A necessidade depende das características do transporte e dos parâmetros previstos na regulamentação e na AET.
Rodotrem precisa de AET?
Depende da configuração, peso, dimensões e regras aplicáveis à via. Não basta saber apenas que é Rodotrem.
Bitrem precisa de AET?
Também depende da configuração e do enquadramento regulamentar.
Carga comum pode precisar de AET?
Dependendo do veículo ou combinação utilizada e das dimensões/peso envolvidos, pode existir outra hipótese regulamentar de autorização. A análise não deve ser feita apenas pelo nome da mercadoria.
AET substitui CIOT?
Não. São obrigações diferentes.
AET substitui RNTRC?
Não.
No Parada Top, a evolução do ecossistema poderá conectar:
tipo do caminhão + carroceria + peso + dimensões + rota + restrições.
Para operações especiais, planejamento correto pode evitar:
rota incompatível;
atraso;
excesso;
bloqueio operacional.
Conhecer o ecossistema Parada Top
Fontes
- 1. Código de Trânsito Brasileiro, especialmente art. 101.
- 2. Resolução CONTRAN nº 882/2021 e alterações vigentes.
- 3. Resolução DNIT nº 11/2022.
- 4. Resolução DNIT nº 1/2026.
- 5. DNIT, Serviço “Emitir Autorização Especial de Trânsito”.
- 6. DNIT, SIAET.
- 7. DNIT, Passo a passo para solicitação de AET.
- 8. Portaria DNIT nº 335/2026, atualização da TEAET.
- 9. Normas do órgão responsável pela via estadual quando o trajeto não estiver sob circunscrição do DNIT.